O que são opções?
Opções são contratos derivativos cujo valor depende de outro ativo, chamado ativo-objeto. Esse ativo pode ser, por exemplo, uma ação, um ETF ou um índice.
Ao comprar uma opção, o investidor adquire o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender o ativo-objeto por um preço previamente determinado. Esse preço é chamado de preço de exercício ou strike.
O vendedor da opção, conhecido como lançador, recebe um valor pela negociação e assume uma obrigação caso o direito seja exercido pelo titular.
O valor pago pelo comprador ao vendedor é chamado de prêmio.
CALL: opção de compra
A CALL concede ao titular o direito de comprar o ativo-objeto pelo preço de exercício, observadas as regras e o prazo do contrato.
Imagine uma ação negociada a R$ 30,00. Um investidor compra uma CALL com strike de R$ 32,00 porque acredita que a ação poderá subir.
Se a ação se valorizar de forma suficiente, a CALL poderá ganhar valor. Se a ação permanecer abaixo do strike, a opção poderá chegar ao vencimento sem valor intrínseco.
Para quem compra a CALL, a perda máxima normalmente fica limitada ao prêmio desembolsado. Para quem vende uma CALL sem possuir o ativo ou outra proteção, o risco pode ser elevado e, teoricamente, ilimitado.
PUT: opção de venda
A PUT concede ao titular o direito de vender o ativo-objeto pelo preço de exercício, observadas as regras e o prazo do contrato.
Imagine uma ação negociada a R$ 30,00. Um investidor compra uma PUT com strike de R$ 28,00 para se proteger de uma possível queda.
Se a ação cair de forma suficiente, a PUT poderá se valorizar. Se a ação permanecer acima do strike, a opção poderá chegar ao vencimento sem valor intrínseco.
Para quem compra a PUT, a perda máxima normalmente fica limitada ao prêmio pago. O vendedor da PUT assume a obrigação relacionada ao contrato caso ocorra o exercício.
Titular
É quem compra a opção e paga o prêmio. O titular adquire um direito.
- Titular de CALL: direito de comprar.
- Titular de PUT: direito de vender.
Lançador
É quem vende a opção e recebe o prêmio. O lançador assume uma obrigação caso a opção seja exercida.
- Lançador de CALL: obrigação de vender.
- Lançador de PUT: obrigação de comprar.
O que determina o preço de uma opção?
O prêmio de uma opção é influenciado por vários fatores:
- preço atual do ativo-objeto;
- preço de exercício;
- tempo restante até o vencimento;
- volatilidade esperada;
- taxas de juros;
- dividendos ou outros proventos esperados;
- oferta, demanda e liquidez do contrato.
Esses fatores interagem. Por isso, observar apenas a direção do ativo não é suficiente para avaliar uma opção.
Principais usos das opções
Proteção
O investidor pode usar opções para reduzir o impacto de um movimento desfavorável em uma carteira. A compra de PUT para proteger ações é um exemplo.
Estratégia direcional
É possível montar posições baseadas em expectativas de alta ou queda do ativo.
Geração de renda
Algumas estratégias envolvem a venda de opções e o recebimento de prêmio. Receber o prêmio, porém, não elimina o risco assumido pelo lançador.
Negociação de volatilidade
Também é possível montar operações cujo resultado dependa mais da intensidade do movimento e da mudança da volatilidade implícita do que de uma direção específica.
Atenção ao vencimento
Opções possuem prazo. Conforme o vencimento se aproxima, o valor relacionado ao tempo tende a diminuir. Além disso, contratos podem ter regras diferentes de exercício e liquidação.
Antes de negociar, confirme o ativo-objeto, o strike, a data de vencimento, o estilo de exercício, a quantidade contratual, a liquidez e os procedimentos da sua corretora e da B3.
Resumo
- CALL representa um direito de compra.
- PUT representa um direito de venda.
- O comprador é o titular e paga o prêmio.
- O vendedor é o lançador e assume uma obrigação.
- Opções podem ser usadas para proteção, estratégias direcionais, renda e volatilidade.
- A perda do comprador costuma ser limitada ao prêmio, mas certas posições vendidas podem gerar perdas muito maiores.